Construída durante o reinado do 14° sultão otomano, Ahmet I, entre 1603 e 1617, é a maior e mais pomposa mesquita de Istambul. Foi erguida pelo discípulo do arquiteto Mimar Sinan, Mehmet Aga.
A mesquita foi construída juntamente com madraza (escola alcoranista), asilo, lugar para  venda de artesanato, kervansaray, alojamento para camelos, fonte e  külliye, complexo social e religioso. O sultão Ahmet subiu ao trono aos quatorze anos e governou com grande aceitação popular até os vinte e oito; faleceu apenas algumas semanas depois da inauguração da mesquita.

O lugar escolhido para a construção da mesquita foi o centro da cidade, antiga localização de um hipódromo romano. Um dos motivos para a escolha foi a proximidade do Palácio Topkapi. O cuidado mostrado na escolha do lugar é um reflexo do posterior esmero colocado nos materiais de construção e na decoração da mesquita. Os mais de 21 mil azulejos usados na construção foram feitos nas oficinas do palácio. Os tapetes de centenas de metros quadrados foram tecidos nos teares imperiais e os cristais das lamparinas a óleo trazidos do exterior.

Há cinco portas para acesso ao pátio exterior da mesquita. O pátio central, ao qual se alcança por escadas, tem cinco entradas. No lado norte, debaixo do pátio interior, estão as fontes de abluções. No centro do pátio, há um magnífico sardivan, fonte de abluções de forma hexagonal com seis colunas de granito que formam o peristilo; também foram construídas trinta pequenas cúpulas. No lado sudeste do palácio, foi construída uma rampa para o sultão chegar  ao seu pavilhão.

A Mesquita do Sultão Ahmet é a única de Istambul e da Turquia que tem seis minaretes, o que lhe confere um valor especial entre as mesquitas otomanas. Cada um dos quatro minaretes das pontas têm três  balcões, os do pátio só dois.
Segundo a lenda, o sultão Ahmet I pediu ao arquiteto uma mesquita com minaretes de  ouro, mas por conta do alto custo este prefiriu aumentar o número  para seis. Com a obra, o arquiteto Mehmet Aga não pôde dar um conceito novo à arquitetura de mesquita otomana mas, por outro lado, a decoração interior, com mais de 20 mil azulejos, deixam na sombra as mesquitas otomanas anteriores. É conhecida como a Mesquita Azul pelos azul vivo e verde dos mosaicos que decoram a parte superior e as cúpulas da mesquita. O edifício, visto de fora, dá uma impressão de elegância não esperada por conta do seu tamanho. A cúpula central e as semicúpulas apresentam uma extraordinária e elegante harmonia alcançada também pelo arredondado de todos os cantos e bordas. Os pilares dentro do edifício formam um conjunto cuja ausência de leveza é habilmente suavizada.

Na mesquita, há um total 260 janelas. Os vidros utilizados à época infelizmente não conseguiram chegar  aos  nossos dias. A cúpula de 23.5 metros de diâmetro alcança 43 metros e descansa sobre quatro arcos ogivales e quatro conchas; sustenta ainda quatro enormes colunas acaneladas de 5 metros de diâmetro, divididas à meia altura por um anel. A pedra negra situada no mihrab foi trazida de Caaba, cidade sagrada dos muçulmanos. Ao lado do mihrab fica o minbar, uma espécie de púlpito, belo exemplo da escultura otomana, que servia para os sermões.

A Müezzin Mahfili, situada em frente ao minbar, é uma cópia da Meca.

Na parte esquerda, fica a Hünkar Mahfili ou galeria imperial, onde o sultão rezava. Os escritos que rodeiam e decoram a cúpula, as semicúpulas e as colunas contêm versículos alcorânicos e frases do profeta Maomé.
Os valiosos tapetes de vários cores que cobriam o piso da mesquita  até  há pouco foram trocados por outros tapetes de menor valor. Exceto na parede da Kibla, das outras paredes se abrem as três galerias para uso das mulheres e às reuniões religiosas. Ao nordeste da mesquita, está o grande Türbe, mausoléu quadrado com um pátio à frente, construído pelo sultão Osman II, filho do sultão Ahmet I. Ali jazem Ahmet I, sua querida esposa Kösem Maypeyker e três de seus filhos: Osman II, Murat IV e o príncipe Beyazit.